Levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Mogi Guaçu aponta que cerca de 30% das consultas agendadas na rede pública deixam de acontecer porque os pacientes não comparecem e, na maioria dos casos, não comunicam previamente a ausência.

O índice elevado de faltas tem gerado preocupação na pasta, especialmente pelos impactos diretos na organização do serviço e na oferta de atendimentos, que são programados de acordo com a demanda e dentro da carga horária dos profissionais da rede municipal.
Segundo a Secretaria, o absenteísmo provoca a subutilização de recursos humanos e financeiros, já que médicos, enfermeiros e equipes permanecem disponíveis sem conseguir atender outros pacientes que aguardam por vagas.
Acompanhe o Guaçu Agora nas redes sociais: curta a página no Facebook e siga o perfil no Instagram
Além disso, a ausência não comunicada contribui para o aumento das filas, eleva os custos do sistema e pode resultar no agravamento de quadros de saúde que poderiam ser tratados de forma precoce.
“Nós temos observado esse percentual na maioria das nossas portas, em especial nas UBS e no Centro de Especialidades. Isso prejudica todo o sistema, porque quando alguém falta, outro paciente deixou de ser atendido”, destacou o secretário municipal de Saúde, Luciano Vieira, ao reforçar o apelo para que a população compareça aos agendamentos ou avise com antecedência em caso de impossibilidade.
Os dados mais recentes mostram que, apenas no mês de novembro, 4.646 consultas deixaram de ser realizadas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) por falta dos pacientes, enquanto no Centro de Especialidades foram registradas 1.172 ausências.
No mesmo período, a rede ofertou 11.306 consultas com clínico-geral, das quais 8.387 foram efetivamente realizadas e 2.919 não aconteceram, o que representa 25,81% de faltas.
Na ginecologia, das 2.800 consultas ofertadas, 969 não foram realizadas, índice de 34,6%, e na pediatria o absenteísmo chegou a 33,53%, com 758 faltas em 2.260 consultas programadas.






















