Caio Pandolfo superou desafios e completou prova de nível extremo (Divulgação)
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A Extremo Sul Ultramarathon, considerada a maior ultramaratona de praia do planeta, desafiou atletas a percorrerem 227 quilômetros ao longo de 52 horas ininterruptas, entre Chuí — na divisa com o Uruguai — e a cidade de Rio Grande (RS).

Realizada entre os dias 21 e 23 de novembro, a prova acontece em uma extensa faixa litorânea praticamente deserta e impõe condições extremas aos participantes: dias de calor intenso, noites extremamente frias e um rigoroso limite de tempo para completar o trajeto.

Entre os concluintes da edição deste ano esteve o professor guaçuano Caio Pandolfo, geógrafo e atleta amador que se dedica há anos à modalidade. Sua preparação consistente o credenciou a enfrentar e superar um dos desafios mais duros do calendário esportivo brasileiro.

A largada foi marcada por condições climáticas ainda mais adversas. O sul do país enfrentava sintomas de um ciclone, o que trouxe chuva intensa e ventos fortes logo nos primeiros quilômetros. “Os primeiros quilômetros foram sob chuva torrencial e vento contra”, relatou Caio.

Conforme a prova avançou, o desgaste físico se somou ao mental. Na segunda noite, o cansaço acumulado provocou a desistência de muitos competidores. Sem descanso e enfrentando longos períodos de privação de sono, alguns atletas chegaram a relatar episódios de alucinação. “O desgaste não era apenas motor, mas também mental e biológico”, explicou o professor.

Após quatro anos de preparação, Caio conseguiu realizar o sonho de cruzar a linha de chegada, consolidando uma conquista que inspira alunos, amigos, familiares e toda a comunidade. Sua trajetória reforça o valor da disciplina, da superação e da determinação — elementos essenciais para vencer desafios dentro e fora do esporte.