
Sobre o Rio Mogi Guaçu mora uma gigante europeia, a ponte que se tornou símbolo máximo guaçuano gera identificação do município, mas não esteve aqui desde o começo de nossa história.
Onde hoje é a Avenida dos Trabalhadores fazia parte de uma ligação férrea, construída em 1878, entre as cidades de Mogi Mirim e Casa Branca, o que demandou a construção de uma ponte sobre o Rio Mogi Guaçu.
Contudo, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, detentora do caminho, decidiu em 1904 realizar uma substituição de uma ponte mais simples para algo que deveria ser mais resistente.
Com peças trazidas de Dortmund, na Alemanha, e com execução de uma equipe de ingleses, nasceu o que seria o maior cartão postal da cidade.
Foram 75 anos entre sua fundação até o declínio de seu uso primário, quando a Companhia Mogiana deixou de operar o trecho, e deixou tanto a ponte vermelha quanto a antiga estação.

Em 1979, já sem os gigantes de aço passando sobre a ponte, ela e seu trajeto foram adaptados e se tornaram um trecho rodoviário, sendo considerado na época uma das avenidas mais modernas da região.
O uso que conhecemos da ponte tem apenas 46 anos, ou seja, é muito recente a transição, e todas crianças nascidas depois do asfalto talvez tenham dificuldades de imaginar uma rotina sobre trilhos, mas a estrutura feita para suportar pesados trens, ainda está lá, e atravessou gerações, se mantendo firme e em pé.
– SOBRE O AUTOR
Igor Rodrigues é guaçuano, atua como publicitário, é professor, escritor e presidiu o Conselho Municipal de Política Cultural de Mogi Guaçu. Vive o cotidiano guaçuano desde o nascimento, é um curioso e entusiasta da história municipal.




















