Um encontro onde técnica, emoção e humanidade dividiram o mesmo tatame. Assim pode ser definida a segunda edição do Campeonato de Judô Inclusivo para Autistas, promovido no último domingo (16) pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer na quadra da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Mogi Guaçu.
Mais do que uma competição, o evento reafirmou o poder do esporte como instrumento de transformação.
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Reunindo 52 judocas em diferentes níveis de desenvolvimento, a iniciativa destacou, em cada golpe e saudação, o valor da inclusão, da dedicação e da superação.
Ao longo do dia, tornou-se evidente que, para esses atletas, a verdadeira vitória acontece diariamente, na persistência dos treinos, na confiança construída com os professores e na sensação de pertencimento que o judô proporciona.
Para garantir que todos pudessem participar com segurança e autonomia, sete guias acompanharam os competidores com maiores comorbidades ou dificuldades motoras.
A presença dos profissionais ampliou a sensação de acolhimento dentro e fora do tatame, reforçando o compromisso de tornar o esporte um espaço aberto para todos.
O assessor e coordenador de Esportes Paralímpicos do município, Maycon Cléber Tomé, destacou o propósito central do encontro: ampliar o acesso ao esporte competitivo para pessoas com deficiência intelectual ou física.
“Queremos reforçar a mensagem de que o judô é um esporte acessível e adequado para todos”, ressaltou.
Em um dia marcado por aplausos, energia vibrante e gestos de parceria, o evento reafirmou o papel das artes marciais como ferramentas de desenvolvimento, disciplina e fortalecimento da autoestima.
No fim, medalhas e posições no pódio foram apenas detalhes diante do que realmente se celebra: a coragem, o esforço e o espírito de superação de cada atleta que subiu ao tatame.
























