
Os anos 1960 em todo o mundo tiveram seus momentos marcantes, no Brasil, este período foi especialmente caótico à partir de 1964, quando a jovem democracia brasileira teve como substituta o regime militar.
Um ano antes, na jovem Mogi Guaçu que tinha apenas 91 anos de emancipação, algo inusitado ocorreu no contexto político: a crise da sucessão. Este período político foi um período, onde quatro nomes assumiram a cadeira da Prefeitura, podendo ter até cinco assinaturas na posição de prefeito na época.
O prefeito Altino Martini, filho do Sr. Luiz Martini e da Sra. Emília Marchi Martini, fazia seu segundo mandato à frente da prefeitura municipal.
Na época, o mandato de prefeito não tinha eleição direta após o fim do mandato, contudo, após um período fora da cadeira de prefeito, em 1960 foi reeleito ao cargo, na época tendo o Sr. Antonio Giovani Lanzi, o Nico Lanzi, onde permaneceu até sua renúncia em 1963.
O sucessor imediato, Nico Lanzi, não assumiria o cargo pois estava em ano de eleição e o mesmo concorreu o cargo de prefeito naquele ano, o que na oportunidade o proibiria de assumir a cadeira, já que o prefeito em exercício não poderia ser reconduzido ao cargo em caso de vitória, já que não existia a reeleição.
Os vereadores da cidade também não quiseram assumir a gestão por conta do ano de eleição, a exemplo do próximo da linha de sucessão, o presidente da Câmara Municipal se recusou a deixar o período de campanha para ser o líder guaçuano.
Após o não de Nelson da Silva Albino, a vacância da cadeira foi preenchida às pressas pelo secretário Cyneu Ravagnani, que permaneceu com a responsabilidade pelo período de um mês e meio, até a convocação do Legislativo para decidir o sucessor, quando o funcionário José Rodrigues neto, o Maquena, foi eleito indiretamente ao cargo pelo período de 2 de setembro até 7 de outubro daquele ano.
Com o fim da corrida eleitoral, o então vice-prefeito foi eleito para o mandato no ano seguinte, não podendo assumir a prefeitura naquele momento quem foi empossado para que terminasse o ano como prefeito foi o presidente da Câmara, e assim, Nelson da Silva Albino se tornaria o quarto prefeito de Mogi Guaçu naquele ano.
Com a posse de Antonio Giovani Lanzi em 64, a Câmara passou a ser presidida por Victor Bueno, e até o final da legislatura ainda teve Euro Albino de Souza e Carlos Franco de Faria à frente da casa de leis.
– SOBRE O AUTOR
Igor Rodrigues é guaçuano, atua como publicitário, é professor, escritor e presidiu o Conselho Municipal de Política Cultural de Mogi Guaçu. Vive o cotidiano guaçuano desde o nascimento, é um curioso e entusiasta da história municipal.




















