A nova estação começa oficialmente nesta segunda-feira (22), às 15h19 - Foto: GuaçuAgora
publicidade

A Primavera de 2025 tem seu início às 15h19 desta segunda-feira (22), marcado pelo equinócio que dá início à nova estação. De acordo com o Climatempo e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a previsão é de que o período seja influenciado pelo fenômeno La Niña, que deve se consolidar em outubro com intensidade fraca a moderada e duração curta, se desconfigurando já no começo do verão 2025/2026.

A atuação do La Niña deverá favorecer a passagem de frentes frias pelo Sul e Sudeste do Brasil, trazendo períodos de queda acentuada de temperatura, especialmente no centro-sul do país. Para São Paulo, a expectativa é de chuvas um pouco acima da média, embora de forma irregular nos primeiros dias da estação.

Acompanhe o Guaçu Agora nas redes sociais: curta a página no Facebook e siga o perfil no Instagram

Segundo os meteorologistas, os corredores de umidade vindos da Amazônia devem se estabelecer a partir de meados de outubro, intensificando e tornando mais regulares as precipitações.

Ainda assim, o período deve registrar eventos de calor intenso, sobretudo no interior paulista, intercalados com episódios de frio mais forte em outubro e novembro devido à passagem de frentes frias moderadas a fortes.

O Inmet alerta que já no primeiro dia da primavera uma frente fria avança pelo Sudeste e Centro-Oeste, provocando temporais e podendo alcançar até o sudoeste da Amazônia.

Relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional aponta que o La Niña pode alterar o regime de chuvas no Hemisfério Sul, ampliando a umidade vinda da Amazônia e influenciando a formação de sistemas meteorológicos.

A meteorologista Danielle Ferreira, do Inmet, reforça que o fenômeno tende a reduzir a frequência e o volume de chuvas na Região Sul, ao mesmo tempo em que intensifica as precipitações no Sudeste.

“As frentes frias passam mais rapidamente pela parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para o Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino”, explicou, destacando que outros fatores, como a temperatura do Oceano Atlântico, também podem interferir na intensidade dos impactos.