Agentes da PF (Polícia Federal), com apoio de policiais rodoviários do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) deram cumprimento na manhã desta quarta-feira (17) a mandados de busca e apreensão e prisão em um galpão localizado em Mogi Guaçu.
A ação fez parte da Operação No Rest para desarticular uma associação criminosa responsável por roubos de cargas e caminhões em rodovias do estado de São Paulo e que tinha no imóvel guaçuano uma de suas principais bases de operação, onde os caminhões roubados passavam pelo processo de desmanche.
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O endereço de Mogi Guaçu alvo da operação não foi confirmado pela PF e todo o material apreendido e os envolvidos presos serão apresentados na delegacia da Polícia Federal em Campinas (SP).
A operação também teve ações simultâneas ocorrendo logo nas primeiras horas da manhã nas cidades paulistas de Araras, Boituva, Itapecerica da Serra, Itatiba, Itu, Itupeva, Jundiaí, Porto Feliz, Quadra, Salto, São Bernardo do Campo, São Lourenço da Serra, São Paulo e Sorocaba, além de Extrema (MG).
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal em Campinas, com apoio do núcleo do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Sorocaba.
A ação mobilizou 120 policiais, sendo 60 policiais federais e 60 policiais rodoviários, para o cumprimento de 17 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Garantias da Comarca de Sorocaba. Também foi determinado o sequestro de bens e valores do grupo, somando cerca de R$ 18 milhões.
O inquérito teve início em janeiro de 2025, após um roubo registrado em novembro de 2024.
As investigações apontaram para a existência de uma rede criminosa armada, responsável por arregimentar os autores dos crimes.
Os roubos eram cometidos por grupos de criminosos, que interceptavam caminhões em movimento ou em locais de descanso, rendendo motoristas sob ameaça de arma de fogo.
As vítimas eram mantidas em cativeiro até a destinação do veículo. Nesse período, o grupo praticava extorsões, obrigando transferências bancárias e subtraindo documentos, celulares e outros bens de valor.
Entre novembro de 2024 e junho de 2025, foram identificados 26 roubos e um furto atribuídos à organização criminosa.
