Em 20 dias, o total de ocorrências envolvendo fogo em vegetação já superou agosto do ano passado - Foto: Divulgação
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Mogi Guaçu completou 100 dias se o registro de chuvas significativas e seguirá enfrentando o período de estiagem por mais alguns dias. Aliada a falta de chuvas, o município vem encarando um período com aumento expressivo de focos de queimadas em vegetação.

De acordo com dados do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), o último registro de chuvas classificadas como significativas, acima de 10 milímetros, foi em 11 de maio. Desde então, as chuvas registradas foram em baixo volume e insuficientes para alterar o cenário.

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Agosto ainda não teve chuvas ocorrendo no município, acentuando a condição de estiagem e impactando diretamente na condição da vegetação.

A secura a condição do ar tem sido agravada pelo aumento do número de queimadas que vêm se propagando em praticamente todas as regiões do município.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os chamados para atendimento de combate a fogo em vegetação têm aumentado significativamente em comparação com o mesmo período do ano passado. Em julho, o batalhão guaçuano somou 45 ocorrências, cinco a mais do que o computado em 2024.

Já em agosto do ano passado, a cidade teve 33 ocorrências registradas. Neste ano, nos 20 primeiros dias o município já atingiu 51 ocorrências, média de 2,5 chamados por dia e alta de quase 55%, mesmo antes do mês ser encerrado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, como tradicionalmente ocorre no período de estiagem, a corporação vem reforçando o efetivo e a disponibilidade de viaturas para conseguir atender a alta demanda. Paralelo a isto, a corporação também vem fortalecendo a orientação à população para evitar situações como atear fogo em lixo ou resto de vegetação e não atear bitucas de cigarro em terrenos baldios.

E segundo as projeções climáticas, a secura e baixa umidade do ar seguirá imperando em Mogi Guaçu pelo menos no restante de agosto. As previsões do Instituto ClimaTempo indicam que as chuvas podem ocorrer na cidade ao longo da próxima semana, porém ainda em volumes baixos, sem condições para mudar a condição que vem se arrastando há semanas.