Uma onda de ataques realizados com o que se acredita ser uma arma de ar comprimido ou airsoft vem deixando pessoas feridas e causando preocupação em quem circula por vias e locais públicos no período noturno no município.
Ao longo das últimas duas semanas, já são pelo menos sete pessoas atacadas em seis pontos diferentes da cidade: Avenida Júlio Xavier da Silva, Avenida dos Trabalhadores – em dois pontos distintos –, Rua Chico de Paula, Rua dos Operários e Córrego dos Macacos.

A maior parte dos casos acabou deixando as vítimas com ferimentos leves, porém em pelo menos dos casos que chegaram ao conhecimento da reportagem do portal GuaçuAgora, as pessoas atingidas precisaram de atendimento médico em razão dos ferimentos causados na região da cabeça – boca e orelha.
Um dos ataques, ocorrido no dia 28 de junho, foi registrado pela GCM (Guarda Civil Municipal) depois de comunicada pela Santa Casa, de que um homem havia procurado por atendimento depois de ser alvo de disparos enquanto se encontrava em um ponto de ônibus.
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Embora distintos, todos os relatos possuem semelhanças. Todos ocorreram à noite, com as vítimas indicando que os disparos partiram de um veículo de prata, com características semelhantes a um GM/Corsa ou GM/Celta.
Neste caso registrado pela GCM, o rapaz de 35 anos teve uma esfera de aço retirada do rosto, próximo à boca. Conforme ele relatou aos guardas, ele notou o veículo passando quando escutou os estampidos e sentiu o sangramento, percebendo que havia sido atingido por algo.
No mês de junho, vitrines de lojas da Avenida Nove de Abril chegaram a se danificadas e a suspeita é que os danos também tenham sido causados por disparos feitos a partir de armas de ar comprimido ou arisoft.
Junto à PM (Polícia Militar), uma solicitação de atendimento de um caso em que a pessoa teria sido atingida por uma ‘bolinha de gel’ chegou a ser realizada na manhã desta quinta-feira (17). Porém, quando as equipes chegaram ao local indicado, a suposta vítima não se encontrava.
Ainda de acordo com o departamento de comunicação do 26º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), frente aos relatos informais que chegou ao conhecimento da corporação, as guarnições já estão sendo orientadas em relação as características do veículo de onde os ataques vêm sendo feitos.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Elzio Romualdo, a comunicação formal às autoridades é fundamental para que os dados registrados sejam cruzados e a partir daí a Polícia Civil possa abrir as investigações.
“As investigações ficam a cargo da Polícia Civil, mas para isso é necessário que os Boletins de Ocorrência sejam feitos. Em situações de flagrante, tanto a GCM, pelo 153, ou a PM, pelo 190, podem ser acionadas”, orientou.
Romualdo frisou ainda que informações sobre local e horário sejam fornecidas, o que auxilia a equipe da CEGIM (Central Guaçuana de Inteligência) a buscar nas câmeras de da Muralha Digital a identificação do veículo.
A suspeita é que a ação possa ter ligação a desafios virtuais e que em outros municípios já foram registrados, porém utilizando esferas de gel ou plástico. Nestes casos, as ações são gravas e posteriormente compartilhadas em grupos privados de mensagens.
Além de responder por lesão corporal, conforme a situação, os envolvidos poderão ser indicados inclusive por tentativa de homicídio, entre outros crimes.






















