O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) não suportou a pressão que se tornou mais intensa nos últimos dias e anunciou no início da tarde desta segunda-feira (23) sua desistência da pré-candidatura à presidência da República.
A comunicação oficial foi feita pessoalmente pelo até então pré-candidato em um evento realizado na cidade de São Paulo.
No discurso de aproximadamente dez minutos ele formalizou a decisão. “Hoje, neste 23 de maio, serenamente, entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade de cabeça erguida”, afirmou.
Evitou atritos com a legenda e disse acreditar que o PSDB tomará a melhor decisão para as eleições deste ano. “Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve”, emendou o tucano.
Embora houvesse vencido a prévia da legenda, Doria vinha tendo de lidar com uma resistência cada vez maior para emplacar a candidatura.
Recentemente, a cúpula do PSDB já demonstrava poucas esperanças no projeto em torno do seu nome.
Tempos atrás, Doria chegou a comunicar a aliados que havia desistido de concorrer à Presidência e avisar que não iria mais deixar o cargo de governador, como estava previsto.
Além da pressão interna a união de partidos de centro para lançar um nome único ao pleito, conversa que incluiu o União Brasil, que decidiu desembarcar das negociações para lançar uma chapa pura.
Durante as negociações, os partidos definiram que os resultados de uma pesquisa qualitativa e uma pesquisa quantitativa iriam definir quem seria o postulante ao Executivo.
A balança pendeu para Simone Tebet (MDB), mesmo com Doria tentando emplacar o resultado de outras pesquisas para sustentar sua viabilidade.
