Depois de recusar a proposta da administração municipal referente à data base da categoria, os servidores públicos de Mogi Guaçu decidiram em assembleia realizada na noite desta terça-feira (15) entrar estado de greve e estabeleceram o prazo de 72 horas para que o impasse criado em torno do reajuste salarial de 2022 e demais reivindicações.
Para evitar sua primeira grande crise, a gestão Rodrigo Falsetti (Cidadania), precisa equalizar uma diferença de quase 13 pontos percentuais entre aquilo que foi apresentado pela administração e o que ficou pactuado na assembleia desta terça.
Na segunda quinzena de fevereiro, após uma primeira assembleia, o Sindiçu (Sindicado dos Servidores, Funcionários e Trabalhadores Ligados aos Serviços Públicos de Mogi Guaçu e Região) protocolou um pedido de reajuste de 42% sobre os vencimentos da categoria.
A contraoferta feita pela administração foi de um reajuste salarial de 11%, o que foi o alvo central das discussões desta quarta na assembleia realizada na sede da Casmoçu (Centro de Ação Social de Mogi Guaçu).
A maior parte dos servidores presentes na assembleia rejeitou a oferta por entender que as perdas acumuladas dos últimos anos não estavam sendo repostas.
De imediato o percentual proposto pela Prefeitura foi rejeitado.
Assim, foram postos dois índices em votação, os 42% protocolados e que leva em consideração a inflação acumulada desde 2018 e 24,5% que considera o acumulado inflacionário mais atual. A maior parte optou por oficializar a segunda proposta, que de imediato foi entregue ao representante do Executivo presente.
No ofício, também ficou formalizado o estado de greve. Na prática, a medida é um sinal de alerta ao governo, para o risco de paralização dos serviços públicos a partir de sábado (19).
Como constitucionalmente a classe não pode suspender os serviços tidos como essenciais, os impactos de uma possível greve começariam a ser sentidos na cidade a partir de segunda-feira (21).
























