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Alvo de debates envolvendo ambientalistas, representantes de entidades de classe e a comunidade em geral, a possível instalação de uma usina termelétrica em Mogi Guaçu ganhou neste domingo (12) mais um capítulo com a instalação de um abaixo-assinado virtual.

A iniciativa partiu do professor Edson Domingues e da empresária Luciana Bombo e tem como objetivo expor para a autoridades locais e órgãos ambientais de forma geral a fim de que o assunto seja alvo de audiência pública a respeito da instalação do complexo energético no município.

A adesão será virtual e pode ser realizada através do site Petição Pública, endereço https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR120428. A intenção da dupla é manter o abaixo-assinado online a disposição dos interessados pelo menos 15 dias.

Segundo o enunciado, “a possível instalação de uma usina termelétrica em Mogi Guaçu deve ser discutida amplamente com a população, por isso através desse abaixo assinado propomos audiência pública, para que a população saiba e conheça as vantagens e desvantagens de uma termelétrica”.

Os idealizadores da mobilização salientam que ela é apartidária e lembram que os impactos da operação de uma termelétrica para o meio ambiente são severos. Além do grande volume de água utilizado para a geração do vapor que movimenta do sistema de geração de energia, a queima de combustível fóssil contribui para a emissão de gases do efeito estufa.

Eles lembram ainda que o modelo vai no sentido oposto da política de desenvolvimento sustentável da cidade.

Os debates a respeito da termelétrica em Mogi Guaçu tiveram início a cerca de duas semanas. A instalação é uma intenção da Multi Bioenergia, do grupo Multilixo, com sede na cidade de Guarulhos.

Segundo a solicitação de licenciamento já protocolada na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a intenção é instalar o complexo no trecho próximo a Eco Forte, que pertence ao mesmo grupo da Bioenergia. O documento aponta como referência o trecho entre a antiga Cerâmica Chiarelli, nas margens da Rodovia Mario Beni (SP-340) e a Penitenciária Feminina, na Estrada Vicinal Governados Almino Monteiro Álvares Afonso.